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Depois que Gustavo Corção morreu, começaram
a aparecer murmurantes que procuram aparentar desdém pelo escritor ou
por sua obra. Ora são pessoas insignificantes que se valem dos restos
de prestígio da instituição a que pertencem; ora “intelectuais”
fabricados mediante fraude da inteligência, que conseguem, não
obstante, impressionar pessoas destituídas de meios para discernir o
verdadeiro do falso, nessa matéria. Qualquer que seja a hipótese, são
detratores que têm contra si a agravante de uma certa falta de brio
quanto à escolha do momento para atacar um escritor que teve em vida a
merecida reputação de polemista temível. Publicamos aqui, como testemunho que se
registra para a história da verdadeira inteligência brasileira, os
depoimentos abaixo, dos mais notáveis nomes da cultura e da literatura
do Brasil, assim como de alguns da França que, nos últimos anos da
vida do escritor, tiveram a oportunidade de descobrir, admirar e amar
seu pensamento e até sua expressão literária na própria língua
francesa.
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| Editorial de Dom Lourenço Fleichman | |
| O Amigo - artigo de Raquel de Queirós | Gustavo Corção e Eu - artigo de Ariano Suassuna |
| Artigo de Helena Ferraz Rodrigues | |
| Raquel de Queirós, E. Gudin, Gilberto Freyre e outros | |
| Escritores franceses e belgas falam sobre Corção | |
| Editorial d'O Globo | |